A saúde pública está parva
A saúde pública… pois, é um argumento.
E com este argumento eu não posso contaminar este blog… as minhas ideias padecem de uma doença contagiosa que se chama "sou-parva" ou "estou-parva" (uma das estirpes do vírus que anda por aí) e que significa "sou pequena" ou "sinto-me ínfima" perante as enormidades que acabei de ouvir.
Ao facto de o Sr. Lopes e de o Sr. Portas se terem refugiado em argumentos falsos e absurdos, invocando, entretanto, uma Convenção que só é aplicável ao lado, o meu sistema imunitário ainda reagiu.
Contraí a doença quando vi um débil mental na televisão – supostamente "Secretário de Istado das Tretas da Água" – dizendo que "iriam-se utilizar medicamentos..." e "íamos istar... em situações desagradáveis".
Ora, quem fala assim escreve assado!
Não se trata de sermos pobres e mal agradecidos.
Não se trata de ver mais ou menos esclarecida a opinião pública.
Não se trata de saber que o estatuto legal do aborto quase não afecta os seus níveis de incidência.
Não se trata de distinguir embrião e feto, a sua protecção a partir da própria mãe e de discutir o modelo consagrado na nossa legislação.
Não se trata de constatar que por aborto, a nível mundial, morre uma mulher em cada 5 minutos.
Tudo isso poderia ser motivo de reflexão se eu não estivesse contaminada pelo vírus da parvoíce.
Assim, como estou, só me resta avisar: é altamente contagioso (até "TVborn"), provoca vómitos incoercíveis, alucinações (acabei de ver um holandês voador a pairar ameaçadoramente sobre um país governado por marretas… juro que passou um aborto, agora mesmo, pelo ecrã), perturbações… da fala, afecta as funções neuro… quê?... ah!... e os direitos dos animais, pois… dos porcos, esses… pois.
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